É bronze! Olê, lê, olá, lá, o Baby vem aí e o bicho vai pegar.

Quatro anos depois, brasileiro Rafael Baby repete a conquista de Londres e é medalha de bronze nas Olimpíadas Rio 2016

Era só mais um Silva, mas que a estrela brilha e brilha muito. Assim como nas Olimpíadas de Londres 2012, o brasileiro Rafael Silva, o Baby derrotou Abdullo Tangriyev do Uzbequistão e conquistou a medalha de bronze no torneio masculino de judô, na categoria acima de 100 kg. Eliminado nas quartas de final pelo francês Teddy Riner, que ficou com o ouro, o judoca deu a volta por cima, venceu a repescagem e anulou o uzbeque na disputa pelo bronze. A luta foi dura e parecia que seria resolvida no cartão amarelo de desempate. Porém, Baby deixou o nervosismo da decisão de lado e conseguiu encaixar um golpe. Era o suficiente para lhe garantir a segunda conquista olímpica, escrevendo seu nome na história e tirando do jejum o judô masculino do Brasil, que não havia conquistado nenhuma medalha com os homens nos tatames montados na Arena Carioca 2 da Rio 2016, para delírio do público que soltou a voz entoando os versos “Olê, lê, olá, lá, o Baby vem aí e o bicho vai pegar” para homenagear o medalhista brasileiro.

 

 

O primeiro minuto de muito de luta foi de estudo entre os atletas que imprimiram um ritmo bem lento ao combate. Baby tentou pegar a parte baixa do jodogi do uzbeque que, por sua vez, tirou defendeu fugindo e foi punido pelo árbitro por falta de combatividade, colocando o brasileiro em vantagem. Tangriyev tentou desestabilizar o judoca do Brasil que reagiu e quase fez a projeção do adversário. Baby tentou o ataque, mas sofreu o revés e teve que se defender para não sofrer uma pontuação. Porém, para delírio do público que estava na Arena Carioca 2, a mesa de árbitros considerou o golpe do brasileiro e anotou um yoko que garantiu a medalha de bronze, primeira para os homens nas Olimpíadas do Rio.

 

 

Bronze em Londres 2012, Rafael Baby faz história e entra para um seleto grupo de judocas que conquistaram duas medalhas em jogos olímpicos e que tem nomes como Aurélio Miguel, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e, recentemente, Mayra Aguiar. Apesar da festa, o judô masculino do Brasil continua o jejum de medalhas de ouro. Desde a conquista de Rogério Sampaio, em Barcelona 1992, um brasileiro não sobe ao degrau mais alto do pódio, o que não tira o valor dos judocas do país que, muitas vezes, só caem em combates contra os grandes campeões da categoria.

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