Em jogo morno, Dinamarca e Austrália ficam no empate e embolam grupo C

Dinamarqueses saem na frente, mas sofrem empate em pênalti marcado com auxílio do VAR; Australianos pecam nas finalizações e se complicam

 

 

A Copa do Mundo é realmente uma competição surpreendente. Quem olhava a tabela antes do início dos jogos imaginava que a Dinamarca não teria problemas no confronto com a Austrália. Porém, o que se viu no empate de um a um, na manhã desta quinta, em Samara, foi uma enorme pressão dos australianos que só não venceram a partida por falta de capricho nas finalizações, além das boas defesas do jovem goleiro Kasper Schmeichel. A partida começou animada. Logo aos seis minutos, Eriksen acertou o canto direito do goleiro Ryan e colocou os europeus na frente do placar. Porém, mais uma vez, os nórdicos foram vítimas do VAR, como já tinha acontecido na estreia. O atacante Poulsen colocou a mão na bola dentro da área. Pênalti que o arbitro espanhol marcou após consulta às imagens. Jedinak cobrou com calma e empatou a partida, interrompendo a boa sequencia da defesa dinamarquesa, que estava há mais de cinco jogos sem ser vazada. Na segunda etapa, o jogo ficou muito truncado. Os dois times subiram a linha de marcação e embolaram seus setores de criação. Os dinamarqueses tentavam definir o jogo, principalmente pelos pés de Sisto. Já o time da Austrália assustou mais. Comandados pelo jovem Arzani, a equipe da Oceania buscou o gol da virada o tempo todo e pressionou até o último lance. Porém, deixou a desejar e se complicou na sequência da competição.

 

 

DINAMARCA SAI NA FRENTE, MAS AUSTRÁLIA MELHORA E EMPATA NO FINAL

 

Aqueles que assistiram as investidas da equipe australiana nos primeiros minutos da partida, imaginavam que o time oceânico buscaria mais a partida, não se limitando a ficar na defesa durante toda a partida. Antes dos cinco minutos iniciais, Nabbout havia feito um pivô na entrada da área e deixado para Rogic bater, ver a bola tocar na defesa e ir para escanteio. Na cobrança, o atacante Leckie subiu sozinho e cabeceou por cima. Porém, como o futebol às vezes é injusto, logo na sequência, a Dinamarca desceu pelo lado esquerdo e, em jogada ensaiada, Schöne encontrou Jorgensen na entrada da área, o atacante levantou com a direita e, mesmo de costas, ajeitou para Eriksen, com a perna esquerda, mandar a bola para o fundo das redes australianas, golaço coletivo dos dinamarqueses, em Samara. Após o gol, os dinamarqueses se fecharam um pouco e a Austrália adiantou suas linhas de marcação para tentar empatar a partida. Kruse saiu pela esquerda duas vezes seguidas. Primeiro, em passe de Rogic, viu o árbitro marcar impedimento que não existiu, depois, perdeu dividida com a zaga e a bola foi pela linha de fundo. A Dinamarca respondia e dominava o meio campo. Yurary Poulsen cruzou para Jorgensen. O atacante nórdico cabeceou para fora, perdendo grande chance.

 

Após a primeira metade da etapa inicial, os australianos passaram a equilibrar a posse de bola e as ações ofensivas, quase sempre pelo lado direito do ataque. Leckie foi à linha de fundo e cruzou para Kruse que girou, batendo em cima da marcação. Poulsen perdeu a bola no meio campo e armou o contra ataque australiano. Mooy achou Rogic dentro da área, o camisa vinte e três foi trombado e a bola saiu para escanteio. Na cobrança, a zaga dinamarquesa afastou e os australianos pediram pênalti. A jogada continuou, mas o árbitro espanhol parou o jogo e foi consultar o VAR (sistema eletrônico de auxílio à arbitragem) para confirmar o toque de mão de Poulsen e apontar pênalti para o time da Oceania. O atacante dinamarquês recebeu seu segundo cartão amarelo na competição e está fora da próxima partida contra a França. O volante Jedinak foi para a bola e, com o pé direito, deslocou Schmeichel, empatando a partida e interrompendo o recorde do goleiro dinamarquês, que estava há mais de quinhentos e setenta minutos sem tomar gols. Após o empate, a Austrália passou a se soltar mais e trabalhar melhor sias jogadas de ataque. Em contrapartida, a Dinamarca seguia suas ações pela direita. Eriksen cobrou falta por baixo e Sainsbury jogou contra o próprio gol, mas Ryan estava atento e caiu para defender a bola.

 

 

AUSTRALIANOS PRESSIONAM, PERDEM CHANCES E SE COMPLICAM NA CLASSIFICAÇÃO

 

Mal rolou a bola e os australianos partiram com tudo para o ataque. Nabbout recebeu na linha de fundou e cruzou no meio da área, mas não havia nenhum companheiro seu presente na jogada. Na sequência foi a vez de Leckie adiantar de mais e perder a bola. Poulsen trombou com Jedinak, a bola espirrou para Jorgensen que tocou de calcanhar para Sisto, o meia dinamarquês chutou rasteiro e a bola foi para fora. A força tarefa australiana seguia a todo vapor. Mooy interceptou passe de Eriksen e armou o contra ataque com Nabbout. O avante australiano passou para Behich que cruzou e viu Larsen cortar antes de todos. O técnico Age Hareide tirou Poulsen e colocou o atacante Braithwaite para dar mais mobilidade no comando do ataque europeu. A partida ficou muito truncada no segundo tempo. Os dois times marcavam bem e, quando tinham a posse de bola, trocavam muitos passes no meio do campo, sem objetividade e sem oferecer perigos às metas adversárias. Os australianos seguiam na pressão, em cruzamento da esquerda, Schmeichel saiu mal, não cortou a bola e viu Leckie cruzar por baixo de suas pernas na tentativa de devolver para seu companheiro de equipe, mas a zaga dinamarquesa trabalhou bem e evitou o gol. Leckie cruzou e a bola encontrou Arzani na esquerda, o meia passou para Mooy que bateu com força. A bola encobriu a meta do goleiro nórdico. A Dinamarca tentava responder. Sisto, que estava muito bem na segunda etapa, recebeu na entrada da área e bateu colocado. A bola passou muito perto. Perto dos trinta minutos, Nabbout disputou lance com Larsen e pareceu deslocar o ombro. O atacante acabou substituído por Juric. Dentro das devidas proporções, como era de se esperar em uma partida que se desenhou com as equipes valorizando a posse de bola, procurando chegar ao ataque com calma, o que vimos no fim do jogo foram os dois times se arriscando. A Dinamarca chegava, quase sempre pelos pés de Sisto, mas faltava caprichar um pouco mais na finalização. Já a Austrália tentava mais desorganizadamente, porém, com mais perigo. Arzani fez grande jogada pela ponta esquerda, deu um lindo drible em Sisto e cruzou na área, mas não encontrou um companheiro bem posicionado para fazer o gol. O caminho da vitória australiana passava mesmo pelos pés do jovem Arzani. Mais uma vez, o menino de dezessete anos ciscou pelo lado esquerdo, deixou o defensor na saudade e emendou para grande defesa de Schmeichel, no rebote foi a vez de Leckie mandar no ângulo obrigando o goleiro europeu a fazer outra linda defesa.

 

 

 

PRÓXIMA PARTIDA

 

Na próxima terça, dia 26, a Dinamarca encerra sua participação na primeira fase contra a França, às 11h00, em Moscou. A Austrália, que deixou a vitória escapar, pecando nas finalizações, decide sua sorte contra a seleção peruana, no mesmo horário, em Sochi.

 

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA 1 X 1 AUSTRÁLIA

 

Local: Samara
Data: 21 de junho de 2018 (Quinta)
Horário: 09h (de Brasília)

 

Árbitro: Antonio Mateu (ESP)

 

Gols: Christian Eriksen 07’/1ºT (Dinamarca) e Mile Jedinak 39’/1ºT (Austrália)

 

Cartões amarelos: Pione Sisto e Yussuf Yurary Poulsen (Dinamarca)

 

DINAMARCA: Kasper Schmeichel; Henrik Dalsgaard, Simon Kjaer, Andreas Christensen e Jens Stryger Larsen; Thomas Delaney, Lasse Schöne e Christian Eriksen; Yussuf Yurary Poulsen (Martin Braithwaite), Nicolai Jørgensen (Andreas Cornelius) e Pione Sisto
Técnico: Age Hareide

 

AUSTRÁLIA: Mathew Ryan; Joshua Risdon, Trent Sainsbury, Mark Milligan e Aziz Behich; Mile Jedinak e Aaron Mooy; Mathew Leckie, Tom Rogic (Jackson Irvine) e Robbie Kruse (Daniel Arzani); Andrew Nabbout (Tomi Juric)
Técnico: Bert van Marwijk

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